Júlio Resende - músico, pianista e compositor português.
É um dos mais internacionais músicos portugueses e conta já com oito álbuns editados, num percurso que se inicia no Jazz, passa pelo Fado e pela Palavra, e chega recentemente ao pop-rock, numa procura contínua do lugar perfeito que nunca existe e que só assim lhe permite explorar mais e mais, conseguindo que essa insatisfação e irreverência permitam a quem o ouve, o contacto com novas descobertas.
Depois de ter gravado os seus três primeiros projectos em nome próprio em formato de trio e quarteto de jazz (Da Alma – 2007, Assim Falava Jazzatustra – 2009, You Taste Like a Song – 2011), decide pensar a improvisação sobre outros géneros musicais, como é o caso do Fado, onde cruza tradição com modernidade e lança, a partir do seu piano, um novo olhar sobre a canção portuguesa.
Baseando-se em alguns dos temas mais populares de Amália Rodrigues – a Diva do Fado – Júlio Resende apresenta um novo desafio: trazer o Fado ao piano; cantar as melodias com o piano em vez de as acompanhar apenas; com o piano expressar tudo o que o Fado significa. Amália por Júlio Resende editado em 2013 pela Valentim de Carvalho, foi unanimemente aclamado por toda crítica musical portuguesa e recebeu CHOC DISC*****5 Estrelas pela prestigiada revista francesa CLASSICA, que classifica os que melhores músicos e instrumentistas do mundo. Talentoso e criativo improvisador, Júlio vai mais longe e arrisca um dueto (im)possível com Amália, servindo a voz da Diva com o seu piano no tema “Medo”. 15 anos depois do desaparecimento de Amália Rodrigues, Júlio Resende convence a Valentim de Carvalho (editora de Amália) e, pela primeira vez em toda a história, um músico é autorizado a tocar com a voz da Diva.
Na sequência do seu primeiro projecto a solo onde integra Fado e Jazz, Júlio Resende lançou em 2015 o seu quinto álbum – Fado & Further – com a participação da catalã Sílvia Pérez Cruz, uma das maiores cantoras de Espanha.
O seu sexto álbum abre o repto para um novo paradigma: a palavra e a poesia, num feliz encontro com o Psiquiatra e Sexólogo Júlio Machado Vaz. “Poesia Homónima” (2016) é a prova de que a arte não tem barreiras e abre caminho para uma nova relação do pianista com a poesia. São poemas de Eugénio de Andrade e Gonçalo M. Tavares, na voz inconfundível de Júlio Machado Vaz, acompanhadas pela improvisação do piano de Resende.
Já em 2017, Júlio Resende lança aquele que é, provavelmente a mais arrojada e divergente de todas as suas criações. A partir da poesia inglesa de Fernando Pessoa constitui uma banda de pop-rock com influências de música indie e electrónica à qual dá o nome de Alexander Search, um dos mais importantes heterónimos de Pessoa e que escreveu quase em exclusivo na língua inglesa. O disco, lançado em Junho, entrou directamente para a terceira posição do top nacional de vendas, trazendo a certeza de que já é uma aposta ganha.
Cinderella Cyborg é o seu mais recente álbum. Uma aventura musical, um namoro assumido entre homem e máquina. Entre o acústico do piano, da bateria e do contrabaixo, e os sons electrónicos dos pads e chips.
“O jazz instrumental de Júlio foi uma receita contra a chuva em Gijón. O pianista português destacou-se na Plaza Mayor com um concerto de arranjos melódicos e um ambiente para deixar-se levar.”

“Adoro o piano de Júlio Resende. Ainda hei-de gravar alguma(s) coisa(s) com ele.”

“O que Júlio Resende faz com o fado, tocando piano solo, lembra-me o que Kieth Jarrett faz com os standards de jazz.”

“Uma sonoridade excepcional e, sobretudo, a Voz do Fado que passa pelos dedos do jovem pianista português Júlio Resende, no seu quarto álbum "Amália", concebido como uma homenagem à fadista Amália Rodrigues...”

“Júlio Resende, um jovem pianista português editou o seu primeiro álbum a solo. Pudesse também Amália aclamá-lo...”

“Resende, uma das promessas do Jazz Português, incorporou o Fado no Piano, um instrumento pouco óbvio nesta arte nascida no século XIX nos bairros populares de Lisboa.”
